Infelismente, nem todos os esforços bastaram para impedir o fechamento do Cine Belas Artes…
O cinema de filmes antigos e conteporêneos, fundado em 1943; conseguiu formar uma espécie de clube para os amantes da arte, incluindo em sua programação uma vez por mês o Noitão, onde o frequentador assistia 3 filmes seguidos a partir da meia noite, sendo o primeiro inédito, o segundo não inédito mas de certa forma relacionado ao primeiro, e o terceiro sempre uma surpresa.
Muito bem frequentado por todas as classes sociais era um ponto de referência á cidade de São Paulo, em março de 2011, o belo fechou as cortinas. Não foi á toa que a cidade amanheceu cinza e triste.
Podemos admirar os esforços de seu dono André Sturn em manter o cinema funcionando por um ano sem patrocínio, quando finalmente consegue alguém para apoiá-lo, o proprietário do prédio, Flávio Maluf, que segundo conta, não tem parentesco com este que passou pelas nossas mentes; o fato é que este Maluf não aceitou renovar o contrato de aluguel, não se pronunciou e o espaço poderá ser ocupado por uma loja.
Porém, o prédio está em processo de tombamento, embora ainda há esperança para seu retorno, doi muito aos paulistanos a imagem do cinema sendo desmontado.
Tudo isso poderia ter sido evitado se houvesse um pouco de sensibilidade humana, conversa e respeito, tanto do proprietário do prédio, quanto dos poderes públicos, para manter viva parte da história paulistana, e que a ganância não prevalecesse ao poder do vil metal.


